sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Gaúchos na Galícia
Há coisas bem interessantes ditas pelo repórter – algumas até desabonadoras para os espanhóis, irritadiços "mais do que o normal" nesses tempos bicudos na Europa...
Mas o repórter não menciona vez alguma a língua da Comunidade Autônoma da Galícia, além do espanhol, com tantas semelhanças com o português, o galego. Por quê? Será que só lhe falaram em espanhol? Lhe pareceu algo de menor importância? O seu foco era outro na reportagem? Pode ser.
E também na reportagem publicada no site da Secretaria Estadual de Agricultura do Rio Grande do Sul (que segue aqui abaixo da do Correio) não se menciona nada referente ao idioma galego. Claro, era uma missão de negócios, de intercâmbios comerciais, econômicos. Mas ao menos uma nota poderia ter constado!
Fica, todo o caso, o registro dos contatos entre os gaúchos e os galegos. Quem sabe haverá uma outra missão, mais de caráter cultural, em proveito da riqueza de trocas possibilitadas pela proximidade entre as línguas portuguesa e galega?
Vem-me à mente que aqui no RS, assim como na Galícia, também temos uma interrelação com a língua espanhola e cultura hispânica, por conta de nossos tão próximos vizinhos uruguaios e argentinos.
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Correio do Povo
ANO 117 Nº 128 - PORTO ALEGRE, DOMINGO, 5 DE FEVEREIRO DE 2012
Estado descobre força da Galícia
Grupo gaúcho conhece o poder, os atrativos e as possibilidades tecnológicas da região localizada no Noroeste da Espanha
A Galícia, no Noroeste da Espanha, é uma comunidade autônoma que faz fronteira com Portugal ao Sul, com as regiões espanholas de Castela, Leão e Astúrias a Leste, e com o Oceano Atlântico a Oeste. Nela encontra-se a província de Lugo. Quem imagina que a crise europeia afetou a vida dos espanhóis, acertou em cheio. Eles, que tradicionalmente são brigões, estão mais irritadiços.
A beleza da cidade, porém, fundada pelos romanos em XIII a.C., e o seu muro de proteção, estão intactos. A província toda reserva surpresas para o turista, principalmente para quem não sabe da existência de uma grande e próspera área rural.
A chegada à Espanha já causa impacto, principalmente para quem está debutando em Europa. O aeroporto de Barajas, em Madri, encanta e espanta pelo gigantismo. Assim como espanta a agressividade dos que trabalham nos aeroportos. O mau humor, entretanto, não é privilégio para visitantes brasileiros. O comportamento é semelhante com todos os que chegam.
Saindo do aeroporto, a animosidade diminui. O povo segue sua rotina, mas escancara a perda do status que possuía. O salário mínimo em torno de 700 euros é insuficiente para se viver na Europa, onde principalmente a alimentação pesa no bolso. Como diz o ditado, para quem faz comparações entre as moedas, "quem converte, não se diverte". Realmente, o preço médio de uma garrafa de água é de 2 euros e 90 centavos, curiosamente o mesmo preço de uma latinha de cerveja.
Mas esquecendo as conversões e o mau humor do pessoal do aeroporto, a Galícia fica encantadora. No centro de Lugo, para quem vai em direção à muralha romana, a mão do homem ajudou a natureza e fez com que os plátanos sobre a praça entrelaçassem seus galhos, formando um muro aéreo natural.
A muralha romana, com seus mais de dois quilômetros de extensão, é indiscutivelmente o ponto alto da cidade, quer por sua conservação, quer pela possibilidade do turista subir, tocar, entrar e caminhar sobre ela.
A surpresa para os novatos em Espanha está no mundo rural. Com produção de trigo, beterraba, legumes e verduras, junto com uva, azeitona e cevada, a região tem ainda uma forte pecuária de bovinos, suínos, ovinos e aves, com destaque para a produção de leite. Foi atrás da tecnologia para a produção de leite que a comitiva gaúcha acabou conhecendo o mundo rural espanhol.
São quilômetros e quilômetros de asfalto perfeito, sem pedágios que cruzam a área rural. A imagem para nós, gaúchos, é que estamos entrando no Caminho de Pedras de Bento Gonçalves. Afinal, as casas dos colonos, em sua grande maioria, são de pedras empilhadas e a topografia é de coxilha. Outros fatores que lembram o Sul são o clima frio e chuvoso e o solo argiloso.
Também chamam a atenção os antigos depósitos de milho que as casas dos colonos ostentam, os chamados "Ahorros".
Parecem pórticos com duas colunas de pedras com um telhado que as liga. Variam de 2 metros de altura, cada coluna, por 4 metros de distância entre elas. Ligando as duas colunas, madeiras em ripa que formam uma caixa. A palavra ahorro, em espanhol, quer dizer caixa e o nome também é usado para designar uma instituição financeira. A caixa não chega até o chão para que se evite a entrada de ratos. O tamanho do ahorro pode indicar a prosperidade econômica da família.
FONTE: http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=128&Caderno=0&Noticia=389113
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Estado do Rio Grande do Sul
SECRETARIA DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E AGRONEGÓCIO
www.saa.rs.gov.br
22/01/2012 - 19:56
Secretaria da Agricultura lidera missão á Galícia
Inicia nesta segunda-feira, na cidade de Lugo, a agenda que uma delegação gaúcha, liderada pelo secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, cumprirá até quinta-feira, na Galícia. Integrada por representantes da secretaria, da Assembléia Legislativa, do Ministério Público, entidades e empresas do Vale do Taquari, do BRDE e da Fetag, a comitiva vai conhecer e aprofundar relações com aquela comunidade espanhola, uma das referências mundiais na produção de leite e produtos lácteos.
Em 2001, o Estado do Rio Grande do Sul assinou Carta de Intenções com a Comunidade Autônoma da Galícia, para promover ampla cooperação e intercâmbio nos domínios da economia, comércio, ciência, tecnologia, cultura, artes, saúde e esportes, em prol do desenvolvimento e da prosperidade das duas regiões. O Vale do Taquari vem mantendo contatos com o estado galego desde 2005, identificando pontos em comum nas características básicas das suas pecuárias leiteiras e similaridades geográficas e fundiárias. Em 2007, foi firmado Convênio de Cooperação entre o Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari – CODEVAT, a Galícia e a GMG Importação e Exportação Ltda, de São Paulo (SP) – visando reestruturar, organizar, profissionalizar e qualificar a cadeia produtiva do leite na Região, por meio do desenvolvimento de pontos estabelecidos em comum e da migração de know how de processos e de produtos desenvolvidos pelos espanhóis para àquela região do Rio Grande.
A Galícia tem tradição e destaque na produção de leite, com uma cadeia produtiva organizada, tecnificada e profissionalizada, ostentando padrões de sanidade, qualidade, produção e produtividade comparáveis aos melhores níveis mundiais. Por isso, tem servido de modelo e de indutor de mudanças em outras regiões, baseada num processo de qualificação e de organização implantado a partir de fins da década de 1980, num trabalho conjunto entre o Estado e a iniciativa privada, com foco no produtor rural e da sua permanência no meio rural.
Integram a comitiva os deputados Aloisio Klassman, Ernani Polo e Zila Breitenbach, os promotores Marcelo Lemos Dornelles, Subprocurador Geral de Justiça para Assuntos Institucionais e Paulo Estevam Costa Castro Araújo, além do presidente da Fetag, Elton Weber, do representante do BRDE, José Miguel Pretto, assessor da diretoria de Planejamento e Carlos Alberto Freitas, Diretor projeto “Vale dos Lácteos”, Eduardo Grandal, Diretor Comercial GMG Internacional, Gilberto Piccinini, Presidente Câmara Temática do Leite, Jairo Casagrande, Diretor Agropecuária Diamaju, representante GMG Internacional no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, Oreno Ardêmio Heineck, Presidente Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari.
Pela secretaria da Agricultura, além de Mainardi, viajaram João Milton Cunha, Coordenador da Câmara Setorial do Leite, Márcio Pestana, Diretor do Departamento de Planejamento e Fomento Agropecuário e Renê Silva de Oliveira, Assessor de Imprensa. Também na delegação, Tarcísio Jose Minetto, Chefe de Gabinete da Liderança da Bancada do PSB na Assembléia Legislativa.
Agenda
Nesta segunda-feira, o grupo visitará na cidade de Lugo, quatro propriedades e um ponto de venda de produtos lácteos. Amanha(24), o grupo faz visitas a escolas e indústrias, também em Lugo.
FONTE: http://www.saa.rs.gov.br/noticias_detalhe.php?cod=4946
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Dados sobre o país e sua língua
Do site
http://joaoxms.sites.uol.com.br/galiza.htm
destaco o seguinte (mesmo desatualizado, é uma boa síntese):
Condição política: Comunidade autônoma da Espanha.
Área total: 29.575 Km2.
População: 2,8 milhões de habitantes (estimativa 2004).
Densidade demográfica: 92,8 hab/Km2.
Línguas: galego (oficial, de acordo com o Estatuto de Autonomia) e espanhol.
Moeda: EURO.
Divisão administrativa: quatro províncias: Corunha (em espanhol, La Coruña), Lugo, Ourense e Pontevedra (cujas capitais são as cidades homônimas).
Governo: composto pela Xunta (órgão executivo, com um presidente, eleito pelo Parlamento e nomeado pelo rei da Espanha) e pelo Parlamento (com 75 membros, eleitos para um período de quatro anos), ambos sediados em Santiago de Compostela.
Sobre a história e idioma de Galiza
Oidioma galego é bastante próximo do português - muitos lingüistas consideram-nos apenas variações de uma mesma língua.
De fato, até o século XII, o atual norte de Portugal e a Galiza faziam parte do reino asturiano-leonês - a região ao sul do rio Minho, hoje parte de Portugal, formava o chamado Condado Portucalense, que era vassalo (súdito) dos reis de Leão (León). Toda orla ocidental do reino asturiano-leonês falava uma língua comum, que hoje denominamos galaico-português ou galego-português. Em 1128, Dom Afonso Henriques (que viria a se tornar o primeiro rei de Portugal) defrontou-se com tropas de Leão e saiu vitorioso. Onze anos depois, em 1139, derrotaria os mouros na batalha de Ourique. No ano seguinte, passa a usar o título de rei, tornando-se Dom Afonso I. Em 1143, o rei de Leão e Castela reconhece a independência portuguesa.
Enquanto a expansão portuguesa seguia para o sul, ocupando terras dominadas pelos mouros, a região ao norte do Minho continuou sob influência leonesa e posteriormente castelhana. Da mesma forma, o idioma falado ao sul e ao norte do Minho foi sofrendo diferenciações ao longo dos séculos.
Mesmo assim, ainda hoje os dois falares, galego e português, são mutuamente compreensíveis. Há lingüistas que consideram-nos duas línguas distintas, porém bem próximas. Outros consideram-nos dialetos de uma mesma língua.
No que diz respeito à grafia, a Real Academia Galega, surgida em 1905, adotou uma grafia para o galego próxima do castelhano, com o emprego, por exemplo do dígrafo "ll" (para o som de "lh" em português), ñ (para o som nh em português) ou ainda terminações em "-ción". Além disso, adotou a letra "x" para grafar palavras que, em português, são grafadas com "como j" ou "g" (e som de "j"), tais "xeito", "Bélxica" "xeneral", "xunta" (em português, "jeito", "Bélgica", "general", "junta"). Há, porém, acadêmicos que desejam uma reaproximação do galego escrito das normas do português escrito. A AGAL (Associaçom Galega da Língua) defende a adóção, por exemplo, de "-çom" ao invés de "-ción", de "lh" ao invés de "ll", de "nh" ao invés de "ñ", etc. Outros advogam mesmo a plena aceitação das regras de escrita do português padrão, nomeadamente as que resultaram do acordo ortográfico de 1990, em vias de ser oficializado em todos os países lusófonos. (No final desta página, alguns links permitirão comparar as grafias).
Frases
De um site de turismo na Europa, retirei as seguintes frases:
“A Galiza é, acima de tudo, um País incluído num País.”
“A Galiza situa-se ali, onde os antigos gregos viram o fim do mundo e onde Homero disse que o sol terminou a sua volta para nascer, uma vez mais, no dia seguinte, a Este.”
domingo, 7 de fevereiro de 2010
A lingua galega - do sítio da Xunta de Galicia
Galicia ten máis de 2.800.000 habitantes. O territorio xeográfico da lingua galega está delimitada pola Comunidade Autónoma galega e as áreas máis occidentais de Asturias, León e Zamora, ademais de tres pequenos lugares de Extremadura. A distribución do galego é xeograficamente homoxénea, sen que existan áreas territoriais nas que non se constate o seu uso.
Ademais diso, e polas circunstancias históricas da emigración da poboación por todo o mundo, existen áreas con ampla presenza de comunidade galega que conservaron a súa lingua como vehículo comunicativo, non só no ámbito privado, senón tamén no público, a través de publicacións periódicas, literarias ou mesmo na comunicación radiofónica dos países de acollida. Persisten amplas comunidades de falantes en cidades como Barcelona, Zúric, Montevideo ou Bos Aires.
Status legal
O Estatuto de autonomía de Galicia, aprobado en 1981, recoñece o galego como lingua propia de Galicia e cooficial da comunidade, que “todos teñen o dereito de a coñecer e usar” e, ao mesmo tempo, responsabiliza os poderes públicos da normalización do galego en todos os ámbitos. A Lei de normalización lingüística, aprobada por unanimidade o 15 de xuño de 1983 no Parlamento de Galicia, garante e ordena os dereitos lingüísticos dos cidadáns, especialmente os referidos aos ámbitos da Administración, a educación e os medios de comunicación.
Tras a promulgación da lei, aprobáronse diferentes, ordes e decretos, que complementan o marco legal e aseguran a recuperación do galego na Administración local, xudicial e militar. Este marco lexislativo ofrece a posibilidade de comunicarse en lingua galega coas diferentes administracións que actúan en Galicia e recoñece os topónimos galegos como única forma oficial. Ademais, en virtude da Lei de normalización lingüística, a Administración local e a autonómica están obrigadas a escribir todos os seus documentos oficiais en galego; está establecida a presenza do galego en todo o sistema educativo e garántese a promoción lingüística nos países con comunidades galegas emigrantes e nas áreas limítrofes con Galicia nas que se fala o galego.
Durante os máis de vinte anos de aplicación da Lei de normalización lingüística producíronse avances decisivos no proceso de normalización da lingua. O coñecemento do galego esíxese para o acceso a un posto de traballo na Administración pública, segundo se establece na Lei de función pública; igualmente, mellorouse o seu status coa aprobación, en 1997, da Lei de réxime local e doutras leis sobre os dereitos lingüísticos dos consumidores, a etiquetaxe de produtos, etc., se ben a súa igualdade xurídica co castelán aínda non é plena.
Orixe e breve historia
A lingua galega –o galego– pertence á familia das linguas románicas –coma o francés ou o catalán– e é o resultado da evolución do latín introducido polos romanos no noroeste da Península Ibérica. Desde o século IX, a lingua falada nesta área era tan diferente que podemos considerar a existencia de dúas linguas: o latín e o galego. O documento literario máis antigo que coñecemos actualmente é a cantiga satírica “Ora faz ost’o senhor de Navarra", escrita a fins do século XII por Joam Soares de Pavia. Este foi o período máis brillante da literatura galega. O galego chegou a ser a lingua da poesía lírica en toda a península. Fálase de poesía lírica galego-portuguesa, porque ata mediados do século XIV formaron un mesmo tronco lingüístico.
A fins do Medievo, a lingua e a literatura galegas entraron nun período de decadencia provocado fundamentalmente por un contexto sociopolítico dominado por unha clase mandataria foránea e allea aos intereses culturais e identitarios de Galicia. Malia a pervivencia da lingua no ámbito do privado e dos contextos de comunicación informal, o galego estivo ausente dos usos escritos durante un longo período de tres séculos –XVI, XVIII e XVIII– chamados Séculos Escuros.
No século XVIII houbo voces que, influenciadas polos ideais ilustrados, mostraron a súa preocupación polo subdesenvolvemento do galego e ofreceron novas achegas aos ámbitos económico, social e cultural.
Rexurdimento é o nome do noso movemento de renovación cultural, que tivo lugar ao longo do século XIX. Cantares Gallegos, a primeira obra escrita totalmente en lingua galega, publicada en 1863 por Rosalía de Castro, inaugurou o Rexurdimento pleno. A primeira gramática e dicionario galegos, esenciais para a súa estandarización, apareceron tamén no século XIX.
A consolidación do galego non tivo lugar ata o século XX. A recuperación do galego como lingua histórica, cultural e literaria confirmouse cara a finais do século XX, coa consecución do seu status de lingua oficial xunto co castelán en Galicia, a fixación dunha norma ortográfica e morfolóxica, a súa introdución no ámbito escolar, etc. É a lingua dos medios de comunicación públicos de Galicia e actualmente ten presenza cotiá nos espazos comerciais e de ocio. Así e todo, na actualidade afronta tamén dificultades, fundamentalmente no ámbito empresarial e mesmo nos contextos familiares das principais urbes galegas, nas que está a aumentar a presenza do castelán como lingua principal dos fogares.
FONTE: http://www.xunta.es/a-lingua-galega
ESTATUTO AUTONOMÍA DE GALICIA
ARTIGO 1
1.Galicia, nacionalidade histórica, constitúese en Comunidade Autónoma para acceder ó seu autogoberno, de conformidade coa Constitución Española e co presente Estatuto, que é a súa norma institucional básica.
2.A Comunidade Autónoma, a través de institucións democráticas, asume como tarefa principal a defensa da identidade de Galicia e dos seus intereses, e a promoción da solidariedade entre todos cantos integran o pobo galego.
3.Os poderes da Comunidade Autónoma de Galicia emanan da Constitución, do presente Estatuto e do Pobo.
ARTIGO 2
1.O territorio de Galicia é o abranguido polas actuais provincias da Coruña, Lugo, Ourense e Pontevedra.
2.A organización territorial terá en conta a distribucion da poboación galega e as súas formas tradicionais de convivencia e asentamiento.
3.Unha lei do Parlamento regulará a organización territorial propia de Galicia de acordo co presente Estatuto.
ARTIGO 3
1.Para efectos do presente Estatuto, gozan da condición política de galegos os cidadáns españois que, de acordo coas leis xerais do Estado, teñan veciñanza administrativa en calquera dos municipios de Galicia.
2.Como galegos, gozan de dereitos políticos definidos neste Estatuto os cidadáns españois residentes no estranxeiro que tivesen a súa última veciñanza administrativa en Galicia, e acrediten esta condición no correspondente Consulado de España.
Gozarán tamén destes dereitos os seus descendentes inscritos como españois, se así o solicitan na forma que determine a lei do Estado.
ARTIGO 4
1.Os dereitos, liberdades e deberes fundamentais dos galegos son os establecidos na Constitución.
2.Correspóndelles ós poderes públicos de Galicia promove-las condicións para que a liberdade e a igualdade do individuo e dos grupos en que se integran sexan reais e efectivas, remove-los atrancos que impidan ou dificulten a súa plenitude e facilita-la participación do tódolos galegos na vida política, económica, cultural e social.
3.Os poderes públicos da Comunidade Autónoma asumen, como un dos principios rectores da súa política social e económica, o dereito dos galegos a viviren e traballaren na propia terra.
ARTIGO 5
1.A lingua propia de Galicia é o galego.
2.Os idiomas galego e castelán son oficiais en Galicia e todos teñen o dereito de os coñecer e de os usar.
3.Os poderes públicos de Galicia garantirán o uso normal e oficial dos dous idiomas e potenciarán o emprego do galego en tódolos planos da vida pública, cultural e informativa, e disporán os medios necesarios para facilita-lo seu coñecemento.
4.Ninguén poderá ser discriminado por causa da lingua.
ARTIGO 6
1.A bandeira de Galicia é branca cunha banda diagonal de cor azul que a travesa desde o ángulo superior esquerdo ó inferior dereito.
2.Galicia ten himno e escudo de seu.
ARTIGO 7
1.As comunidades galegas asentadas fóra de Galicia poderán solicitar, como tales, o recoñecemento da súa galeguidade entendida como o dereito a colaboraren e compartiren a vida social e cultural do pobo galego. Unha lei do Parlamento regulará, sen prexuízo das competencias do Estado, o alcance e contido daquel recoñecemento ás ditas comunidades que en ningún caso implicará a concesión de dereitos políticos.
2.A Comunidade Autónoma poderá solicitar do Estado Español que, para facilita-lo disposto anteriormente, celebre os oportunos tratados ou convenios cos Estados onde existan tales comunidades.
ARTIGO 8
Unha lei de Galicia, que requirirá para súa aprobación o voto favorable dos dous tercios dos membros do seu Parlamento, fixará a sede das institucións autonómicas.
FONTE: http://www.xunta.es/titulo-preliminar#
sábado, 23 de janeiro de 2010
Escritor mais popular no Brasil de hoje é nome de rua na capital de Galiza
Prova de reconhecimento a essa divulgação positiva foi selada com a denominação de uma rua em Santiago de Compostea com o nome do escritor brasileiro em 2008, assim estabelecendo “oficialmente” mais uma ligação entre o povo brasileiro e Galiza através de seu autor mais popular contemporaneamente. Abaixo, a reportagem que saiu no Estadão.
Caderno 2
Segunda-feira, 23 de junho de 2008, 18:32
Paulo Coelho vira nome de rua em Santiago de Compostela
Escritor brasileiro visita a cidade e diz que sua vida mudou após percorrer o Caminho de Santiago
ESPANHA [Galiza] - O escritor brasileiro Paulo Coelho reconheceu nesta segunda-feira, 23 [2008], em visita à cidade espanhola [ou galega] de Santiago de Compostela, que sua vida mudou após percorrer o Caminho de Santiago, em 1986.
Coelho assinou o Livro de Ouro da cidade galega e trocou presentes com o prefeito Xosé Sánchez Bugallo, com quem visitou nesta segunda uma rua que foi rebatizada com seu nome.
Durante a assinatura, houve uma troca de presentes na qual o prefeito entregou a Coelho uma cópia de um livro de um peregrino que fez o Caminho de Santiago no século XV, assim como um pergaminho em que se oficializa a concessão do nome do escritor a uma rua da região.
O escritor brasileiro assegurou que para ele "era uma honra voltar a Compostela", um lugar "muito importante em sua vida". "Minha vida mudou após fazer o caminho de Santiago", afirmou.
Coelho lembrou da peregrinação, e revelou que não fez o Caminho em sua totalidade, já que saiu da localidade francesa de Saint Jean Pied de Port até O Cebreiro, na província de Lugo, às portas da Galícia, de onde viajou de ônibus até Santiago.
Além disso, afirmou que se sente em casa quando está em Santiago, e reconheceu que a notícia de que uma rua da região seria rebatizada com seu nome lhe "emocionou muito".
Ainda sobre a peregrinação, ele indicou que o "caminho é mais importante que o caminhante", e que depois de fazê-lo, se ganha "uma outra perspectiva de vida".
Coelho afirmou que ao chegar viu que o caminho era "a singeleza, o contato com o povo", e lembrou os versos do poeta espanhol Antonio Machado: "Caminhante, não há caminho; faz-se caminho ao andar".
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
O galego e o português: enormes semelhanças
O galez, ou galego, é o idioma oficial de Galiza, comunidade autônoma na Espanha, além de ser falado em localidades próximas. Sua capital é a famosa cidade de Santiago de Compostela.
Para quem domina o português, o galego é perfeitamente compreensível, entrando alguns elementos do espanhol (que, por raízes também comuns ao português, já o torna de mais fácil domínio para o lusófono [não é regra geral entretanto]).
Abaixo, algumas informações que retirei da Wikipédia:
***Semelhança entre português e galego
Para ilustrar a semelhança entre o galego e o português, apresentam-se dois exemplos em português de Portugal, nas duas variantes do galego e também em Castelhano.
Uma frase simples:
O cão do meu avô é parvo. (em português)
O can do meu avó é parvo. (galego)
O cam do meu avô é parvo. (galego na ortografia proposta pela Associaçom Galega da Língua)
El perro de mi abuelo es tonto. (em espanhol)
O Pai Nosso [oração cristã] em...
Português:
Pai Nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
Galego:
Noso Pai que estás no ceo: santificado sexa o teu nome, veña a nós o teu reino e fágase a túa vontade aquí na terra coma no ceo. O noso pan de cada día dánolo hoxe; e perdóanos as nosas ofensas como tamén perdoamos nós a quen nos ten ofendido; e non nos deixes caer na tentación, mais líbranos do mal.
Galego com a ortografia da Associaçom Galega da Língua:
Nosso Pai que estás no Céu: santificado seja o Teu nome, venha a nós o Teu reino e seja feita a Tua vontade aqui na terra como nos Céus. O nosso pam de cada dia dá-no-lo hoje; e perdoa-nos as nossas ofensas como também perdoamos nós a quem nos tem ofendido; e nom nos deixes cair na tentaçom, mas livra-nos do mal.
Espanhol:
Padre nuestro que estás en los cielos, santificado sea tu Nombre, venga a nosotros tu reino y hágase tu voluntad en la tierra como en el cielo. Danos hoy nuestro pan de cada día y perdona nuestras ofensas como también nosotros perdonamos a los que nos ofenden; no nos dejes caer en tentación, y líbranos del mal.
***Galiza
A Galiza (em galego, Galiza ou Galicia, em castelhano Galicia; no Brasil também se utiliza Galícia, adaptação da forma castelhana. Ver secção "nome") é uma comunidade autónoma situada no noroeste de Espanha, limita-se ao sul com Portugal, e tem um estatuto de nacionalidade histórica.
É formada pelas províncias da Corunha, Lugo, Ourense e Pontevedra. Geograficamente, limita-se ao norte com o mar Cantábrico, ao sul com Portugal, a oeste com o oceano Atlântico e a leste com o Principado das Astúrias e Castela e Leão (províncias de Zamora e de Leão).
À Galiza pertence o arquipélago das ilhas Cíes, o arquipélago de Ons, e o arquipélago de Sálvora, assim como outras ilhas como Cortegada, Arousa, as Sisargas, ou as Malveiras.
Galiza possui cerca de 2,78 milhões de habitantes (2008), com uma densidade demográfica que aglomera maior na faixa entre Ferrol e Vigo. Santiago de Compostela é a capital da Galiza com um estatuto especial, dentro da província da Corunha.
O hino da Galiza, Os Pinos, elaborado por Eduardo Pondal, se refere à Galiza como a nação de Breogán, herói celta. O Estatuto de autonomia, em seu primeiro artigo, define a Galiza como uma nacionalidade histórica.
***Língua galega
Língua galega é o nome oficial no Reino da Espanha e na União Europeia do idioma natural da Comunidade Autónoma da Galiza. Esta língua é falada na Galiza, bem como em zonas de fronteira das comunidades autónomas das Astúrias e de Castela-Leão e nas comunidades de galegos emigrantes, como na Argentina, Cuba e no Uruguai (mais de três milhões de emigrantes galegos moram naqueles países).
O galego pode ser visto como uma forma evoluída do galego-português, com algumas influências do castelhano e umas poucas formas e traços próprios inexistentes em português, uns próprios do galego-português original que desapareceram do português contemporâneo, outros fruto da evolução posterior do galego; ou como mais uma variante do português: português da Galiza (da mesma forma que se fala de "português de Portugal" ou "português do Brasil").
O galego é considerado uma variedade dialectal da língua portuguesa. Desde que, em 1970, Lindley Cintra apresentou a sua classificação para os dialectos galego-portugueses (que é a que está actualmente em vigor), este assunto é praticamente consensual entre a comunidade linguística. Em Portugal, nas universidades e centros de investigação linguística, os dialectos galegos são estudados como parte dos dialectos do português europeu. Na Galiza, os linguistas são um dos grupos sociais mais activos no chamado movimento reintegracionista, que defende a inclusão política da língua galega no sistema lusófono.
