Do site
http://joaoxms.sites.uol.com.br/galiza.htm
destaco o seguinte (mesmo desatualizado, é uma boa síntese):
Condição política: Comunidade autônoma da Espanha.
Área total: 29.575 Km2.
População: 2,8 milhões de habitantes (estimativa 2004).
Densidade demográfica: 92,8 hab/Km2.
Línguas: galego (oficial, de acordo com o Estatuto de Autonomia) e espanhol.
Moeda: EURO.
Divisão administrativa: quatro províncias: Corunha (em espanhol, La Coruña), Lugo, Ourense e Pontevedra (cujas capitais são as cidades homônimas).
Governo: composto pela Xunta (órgão executivo, com um presidente, eleito pelo Parlamento e nomeado pelo rei da Espanha) e pelo Parlamento (com 75 membros, eleitos para um período de quatro anos), ambos sediados em Santiago de Compostela.
Sobre a história e idioma de Galiza
Oidioma galego é bastante próximo do português - muitos lingüistas consideram-nos apenas variações de uma mesma língua.
De fato, até o século XII, o atual norte de Portugal e a Galiza faziam parte do reino asturiano-leonês - a região ao sul do rio Minho, hoje parte de Portugal, formava o chamado Condado Portucalense, que era vassalo (súdito) dos reis de Leão (León). Toda orla ocidental do reino asturiano-leonês falava uma língua comum, que hoje denominamos galaico-português ou galego-português. Em 1128, Dom Afonso Henriques (que viria a se tornar o primeiro rei de Portugal) defrontou-se com tropas de Leão e saiu vitorioso. Onze anos depois, em 1139, derrotaria os mouros na batalha de Ourique. No ano seguinte, passa a usar o título de rei, tornando-se Dom Afonso I. Em 1143, o rei de Leão e Castela reconhece a independência portuguesa.
Enquanto a expansão portuguesa seguia para o sul, ocupando terras dominadas pelos mouros, a região ao norte do Minho continuou sob influência leonesa e posteriormente castelhana. Da mesma forma, o idioma falado ao sul e ao norte do Minho foi sofrendo diferenciações ao longo dos séculos.
Mesmo assim, ainda hoje os dois falares, galego e português, são mutuamente compreensíveis. Há lingüistas que consideram-nos duas línguas distintas, porém bem próximas. Outros consideram-nos dialetos de uma mesma língua.
No que diz respeito à grafia, a Real Academia Galega, surgida em 1905, adotou uma grafia para o galego próxima do castelhano, com o emprego, por exemplo do dígrafo "ll" (para o som de "lh" em português), ñ (para o som nh em português) ou ainda terminações em "-ción". Além disso, adotou a letra "x" para grafar palavras que, em português, são grafadas com "como j" ou "g" (e som de "j"), tais "xeito", "Bélxica" "xeneral", "xunta" (em português, "jeito", "Bélgica", "general", "junta"). Há, porém, acadêmicos que desejam uma reaproximação do galego escrito das normas do português escrito. A AGAL (Associaçom Galega da Língua) defende a adóção, por exemplo, de "-çom" ao invés de "-ción", de "lh" ao invés de "ll", de "nh" ao invés de "ñ", etc. Outros advogam mesmo a plena aceitação das regras de escrita do português padrão, nomeadamente as que resultaram do acordo ortográfico de 1990, em vias de ser oficializado em todos os países lusófonos. (No final desta página, alguns links permitirão comparar as grafias).

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