quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O galego e o português: enormes semelhanças

Além dos países oficialmente lusófonos (oito, no total) e das regiões ou localidades onde se fala o português, mas o idioma não é oficial – como acontece em quase todos os cantos do mundo, por colônias ou grupos de falantes da língua portuguesa –, há situações bem interessantes, caso da língua galeza, que se pode considerar uma variante ou derivação do português.

O galez, ou galego, é o idioma oficial de Galiza, comunidade autônoma na Espanha, além de ser falado em localidades próximas. Sua capital é a famosa cidade de Santiago de Compostela.

Para quem domina o português, o galego é perfeitamente compreensível, entrando alguns elementos do espanhol (que, por raízes também comuns ao português, já o torna de mais fácil domínio para o lusófono [não é regra geral entretanto]).

Abaixo, algumas informações que retirei da Wikipédia:


***Semelhança entre português e galego

Para ilustrar a semelhança entre o galego e o português, apresentam-se dois exemplos em português de Portugal, nas duas variantes do galego e também em Castelhano.

Uma frase simples:

O cão do meu avô é parvo. (em português)

O can do meu avó é parvo. (galego)

O cam do meu avô é parvo. (galego na ortografia proposta pela Associaçom Galega da Língua)

El perro de mi abuelo es tonto. (em espanhol)

O Pai Nosso [oração cristã] em...

Português:

Pai Nosso que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

Galego:

Noso Pai que estás no ceo: santificado sexa o teu nome, veña a nós o teu reino e fágase a túa vontade aquí na terra coma no ceo. O noso pan de cada día dánolo hoxe; e perdóanos as nosas ofensas como tamén perdoamos nós a quen nos ten ofendido; e non nos deixes caer na tentación, mais líbranos do mal.

Galego com a ortografia da Associaçom Galega da Língua:

Nosso Pai que estás no Céu: santificado seja o Teu nome, venha a nós o Teu reino e seja feita a Tua vontade aqui na terra como nos Céus. O nosso pam de cada dia dá-no-lo hoje; e perdoa-nos as nossas ofensas como também perdoamos nós a quem nos tem ofendido; e nom nos deixes cair na tentaçom, mas livra-nos do mal.

Espanhol:

Padre nuestro que estás en los cielos, santificado sea tu Nombre, venga a nosotros tu reino y hágase tu voluntad en la tierra como en el cielo. Danos hoy nuestro pan de cada día y perdona nuestras ofensas como también nosotros perdonamos a los que nos ofenden; no nos dejes caer en tentación, y líbranos del mal.


***Galiza

A Galiza (em galego, Galiza ou Galicia, em castelhano Galicia; no Brasil também se utiliza Galícia, adaptação da forma castelhana. Ver secção "nome") é uma comunidade autónoma situada no noroeste de Espanha, limita-se ao sul com Portugal, e tem um estatuto de nacionalidade histórica.

É formada pelas províncias da Corunha, Lugo, Ourense e Pontevedra. Geograficamente, limita-se ao norte com o mar Cantábrico, ao sul com Portugal, a oeste com o oceano Atlântico e a leste com o Principado das Astúrias e Castela e Leão (províncias de Zamora e de Leão).

À Galiza pertence o arquipélago das ilhas Cíes, o arquipélago de Ons, e o arquipélago de Sálvora, assim como outras ilhas como Cortegada, Arousa, as Sisargas, ou as Malveiras.

Galiza possui cerca de 2,78 milhões de habitantes (2008), com uma densidade demográfica que aglomera maior na faixa entre Ferrol e Vigo. Santiago de Compostela é a capital da Galiza com um estatuto especial, dentro da província da Corunha.

O hino da Galiza, Os Pinos, elaborado por Eduardo Pondal, se refere à Galiza como a nação de Breogán, herói celta. O Estatuto de autonomia, em seu primeiro artigo, define a Galiza como uma nacionalidade histórica.


***Língua galega

Língua galega é o nome oficial no Reino da Espanha e na União Europeia do idioma natural da Comunidade Autónoma da Galiza. Esta língua é falada na Galiza, bem como em zonas de fronteira das comunidades autónomas das Astúrias e de Castela-Leão e nas comunidades de galegos emigrantes, como na Argentina, Cuba e no Uruguai (mais de três milhões de emigrantes galegos moram naqueles países).

O galego pode ser visto como uma forma evoluída do galego-português, com algumas influências do castelhano e umas poucas formas e traços próprios inexistentes em português, uns próprios do galego-português original que desapareceram do português contemporâneo, outros fruto da evolução posterior do galego; ou como mais uma variante do português: português da Galiza (da mesma forma que se fala de "português de Portugal" ou "português do Brasil").

O galego é considerado uma variedade dialectal da língua portuguesa. Desde que, em 1970, Lindley Cintra apresentou a sua classificação para os dialectos galego-portugueses (que é a que está actualmente em vigor), este assunto é praticamente consensual entre a comunidade linguística. Em Portugal, nas universidades e centros de investigação linguística, os dialectos galegos são estudados como parte dos dialectos do português europeu. Na Galiza, os linguistas são um dos grupos sociais mais activos no chamado movimento reintegracionista, que defende a inclusão política da língua galega no sistema lusófono.

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